Jaime, o Brasileiro

Postado em: 4º prova, Ivan Costa, Provas por O Editor

Por Ivan Costa

”Eu me sinto muito mais amigo dos meus alunos, isso faz com que a gente tenha proximidade”.

”Eu me sinto muito mais amigo dos meus alunos, isso faz com que a gente tenha proximidade”.

“Eu confesso que não dou aula pelo dinheiro”.
Jaime Curcio, professor universitário há oito anos, em entrevista à “Vida Universitária”, fala sobre mercado de trabalho, formação universitária e a relação entre professores e alunos.
Brasileiro, como é chamado pelos estudantes, fora do trabalho já chegou a ser padrinho de casamento de alguns alunos.

1.    Vida Universitária - Como está o mercado de trabalho hoje com a crise? Seus alunos foram muito prejudicados?
Jaime Curcio - Não significa que não tenha crise, mas a sociedade está falando muito mais desta crise do que propriamente ela está acontecendo aqui. Alguns alunos eu percebi mais na parte de administração, na área de banco vários foram demitidos, mas em comunicação não.

2.    Vida Universitária - A contratação não efetiva, de estágio, vem crescendo ou foi brecada pela crise?
Jaime Curcio - Não só pela crise, mas existe agora uma nova legislação, que faz com que os benefícios do estagiário sejam maiores. Então, em contrapartida, o estágio acabava sendo mais compensador para quem estava contratando do que estagiando, principalmente na parte financeira, pagando menos impostos. Hoje, a nova legislação já obriga 13º salário, férias, ou seja, já meio que equipara a parte de contratação. Então é muito mais vantajoso para o empregador contratar funcionário do que estagiário.

3.    Vida Universitária - Até onde o professor é responsável pela formação do estudante?
Jaime Curcio - Ele é responsável em facilitar a informação para o estudante. Acho que a palavra facilitador cabe muito mais que a palavra professor.

4.    Vida Universitária - Como você definiria o jovem universitário?
Jaime Curcio -
Ele geralmente está à procura de algo. Hoje, o que chama para o curso universitário é o diploma, não é tanto o conhecimento. Devido à facilidade que se dá pela internet, existem hoje muitos autodidatas, porém eles vêm para a faculdade quando estão precisando de um certificado. Isso geralmente quando a pessoa já tem um cargo em uma empresa e ela exige essa qualificação. Ou até mesmo para concurso público, que tem uma diferença enorme de salário e de vagas quando não se tem uma faculdade.

5.    Vida Universitária - Como é sua relação com seus alunos?
Jaime Curcio -
Eu me sinto muito mais amigo dos meus alunos, isso faz com que a gente tenha proximidade, troco e-mail. Com essa facilidade de informação, eu tenho um blog, nele eu posto todas as minhas aulas, não todas, mas as principais. Eu registro as aulas por meio de fotos e mantenho esse contato com o aluno. Fora da sala de aula também. E as tecnologias ajudam muito isso, todas as faculdades já estão com um sistema de informação com e-mail de todos os alunos e acaba tendo um relacionamento mais de amigo do que propriamente de professor.

6.    Vida Universitária - Existem momentos de descontração entre você e seus alunos?
Jaime Curcio
– Sempre. Eu confesso que não dou aula pelo dinheiro, não é pelo financeiro, mas por prazer. Ou seja, é muito gostoso dar aula e fazer com que mude a cabeça dessas pessoas. Mude a vida dessa pessoa e você acaba sendo espelho para muitos deles. É muito gratificante.

7.    Vida Universitária - Você costuma encontrar os alunos fora da faculdade, tomar uma cerveja, sair juntos?
Jaime Curcio -
Tem até alguns alunos de quem sou padrinho de casamento. Vários que se casaram e me convidaram para padrinho sem dúvida nenhuma acabamos nos encontrando fora da faculdade.

Oferta imperdível

Postado em: 3º prova, Ivan Costa, Provas, Resultados por O Editor

O universitário vive uma disputa pelo melhor preço. Tudo começa ao entrar na faculdade, a alegria por conquistar a vaga chega acompanhada pela dificuldade financeira para custear os estudos.
A vida acadêmica é uma verdadeira oferta de emoções. Para Ricardo Lopez, que cursa Administração em negócios internacionais na UNIMEP – Piracicaba, e faz intercâmbio na Argentina, sua maior alegria foi conseguir aprender mais sobre outra cultura, e o maior desafio é a saudade.
Viver intensamente pode tornar tudo mais fácil, mas pode deixar difícil. As famosas sextas-feiras iludem muitos “bixos”, gerou em torno desse dia o hábito de ser “feliz” fora das salas de aula.
A faculdade é uma fábrica de ofertas. Algumas levam ao sucesso, já outras levam os universitários para um caminho mais complicado, das dependências em matérias e álcool. Fazendo com que a maior dificuldade do estudante hoje seja diferenciar à hora do trabalho e a da diversão.

Ivan Costa

Para o universitário que trabalha, toda hora é hora para estudar

Postado em: 2º prova, Ivan Costa, Provas, Resultados por O Editor

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Ivan Costa

O Jovem de hoje e o tempo

Postado em: 1º prova, Candidatos, Ivan Costa, Provas por O Editor

Muitos jovens encontram sérios problemas hoje em dia, a velocidade com que as coisas acontecem surpreende, ajudam e obrigam cada dia mais a perfeição em menos tempo. O primeiro emprego, estágio é fruto do que buscamos uma herança dessa tal velocidade.

A famosa dúvida de quem somos, ou o que seremos, nos acompanha a partir do primeiro dia de vida, uma das maiores expectativas é alem de escolher o curso certo exercer essa escolha.

Chegar a uma universidade sem dúvidas é praticamente ganhar na loteria, são poucos os que não se perguntam pelo menos uma vez, se estão no curso certo, enquanto isso o relógio parece correr mais rápido para o jovem, e as escolhas influenciarem mais ainda no futuro.

Além dos horários, o trabalho, muitos se vêem obrigados a executarem funções totalmente contrárias à faculdade que escolheram. Tudo isso para pagar as mensalidades e continuarem em busca de um sonho, estágio ou oportunidade de se encontrar profissionalmente.

Sobre os livros, na noite durante as aulas, mais do que almejar o sucesso, um corpo cansado pelos minutos que não foram poucos durante todo um dia. Alguns começam mais cedo do que a própria alvorada.

Sem sombra de dúvidas, o jovem sobe todos os dias no ringue, encontra nos segundos um desafio, na maioria das vezes ele obriga a fazermos adaptações. É por isso que o jovem hoje é tão criativo e aprendeu que não consegue vencer o tempo, mas sim usá-lo como uma arma a seu favor.

Sem perder nenhum minuto, ele vê na rapidez com que tudo acontece o seu diferencial, que o tempo não perde nunca, pois ele sempre vai estar um passo a nossa frente.

Quem não aprendeu a viver com essa ideia, ou não é jovem, ou vai se cansar de perder diariamente.

Ivan Costa