Por Alice Monteiro

Atualmente nos deparamos com um mundo cada vez mais agitado e competitivo, onde é preciso sempre correr, pensar e agir.
Trabalho, Faculdade, família, diversão são alguns itens destacados na vida Universitária, mas esta fase o “O Universitário” chega para mostrar um outro lado, um outro ponto de vista, onde a energia gasta para prender a atenção desse jovem que vai em busca do que quer é intensa, e merece uma grande porcentagem do mérito, por isso está em uma fase tão importante do concurso da Clic Interativa.
Dulce Adorno, como é conhecida na faculdade, além de outros atributos profissionais é Professora de Semiótica da PUC-Campinas e respondeu as minhas perguntas sobre formação universitária, mercado de trabalho, os jovens atuais e alguns outros assuntos, em um papo super descontraído com direito a risadas, brincadeiras e até uma foto fazendo uma sátira como se eu fosse a professora e ela a aluna.
Alice Monteiro – Dulce, como a Sra. começou no mercado de trabalho?
Dulce Adorno – Pode me chamar de Você. (risos)
Sou de uma geração em que a Universidade já te dava acesso ao mercado. Comecei como professora no 2º Ano da Universidade.
Também trabalhei na Nestlé por Dois anos no secretariado da direção, mas voltei as salas de aula, porque é disso que eu gosto.
Alice – Como você enxerga o mercado de trabalho atual?
Dulce – É competitivo sem sombra de dúvida, é acirrado. Os jovem de hoje tem que estar muito mais preparado do que antigamente para poder concorrer e conseguir o seu espaço.
Alice – Quais são as características indispensáveis pra se ter esse espaço no mercado?
Dulce – Precisa ter Formação.
Não só uma formação profissional, universitária, o que hoje em dia é item de série. É necessário ter formação como cidadão, saber conviver com o outro.
Existe um Universo de conhecimento, línguas, culturas e é preciso pensar grande hoje em dia, se você vai em busca de todo esse conhecimento chega muito mais longe.
A formação universitária é indispensável, mas não única. O jovem precisa ter a cabeça aberta.
Alice – Professora, os alunos te dão o retorno esperado?
Dulce – Não todos, mas eu acredito que um número significativo entre 60 e 70% me retribuem. Mas existem grupos menores e muito interessados que procuram, pesquisam, tiram dúvidas e vão atrás, o que para mim não tem preço. Quando os jovens resolvem participar eles me surpreendem, fazem perguntas brilhantes, que eu sinceramente muitas vezes nem espero. (risos)
Alice – Dulce, qual pergunta você faria a um aluno?
Dulce – Você não acha importante conhecer o passado, mas observar a realidade atentamente? (Nós aprendemos muito com a realidade.)
Alice – E qual a resposta que você gostaria de receber?
Dulce – Gostaria que ele associasse, falasse que vai analisar e estudar o passado, e que entendesse que ele tem que saber do passado, cultivar a sua cultura, mas tem que se adequar a realidade atual, para que assim possa ser o sujeito da história.
Alice – Pra finalizarmos, o que não pode faltar na cabeça de uma pessoa?
Dulce – Inteligência, Pensamento
Alice – E no coração?
Dulce – A visão do outro.
Conversei com Dulce Adélia Adorno Silva, uma Dra. Em Educação, Sociedade e Cultura, Mestre em Teoria da Literatura e Literatura Comparada, Graduada em Pedagogia e Letras.
Uma Professora fantástica, com rios de ensinamentos teóricos e uma pessoa maravilhosa com mares de experiências e histórias pra contar.


1 Comentário
Mariele Parronchi
A candidata Alice fez uma introdução em primeira pessoa. Ousado, mas que deu certo. Apesar de não fazer uma apresentação correta, leia-se com a apresentação do currículo da professora no começo da entrevista, ela conseguiu um bate-papo informal, mas com conteúdo. Suas fotos foram criativas, uma da entrevistada e outra, como ela explicou no texto, fingindo ser aluna da entrevistada.
jun 10th, 2009
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