O novo estagiário da Clic Interativa !

Postado em: Candidatos, Final, Leandro Santos da Silva, Provas, Resultados por O Editor

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Pelo terceiro ano consecutivo a Clic Interativa encerra o processo seletivo mais inovador do mercado. O universitário Leandro Santos, da faculdade Anhanguera, foi o grande vencedor da etapa final e conquistou a vaga para ser o nosso próximo estagiário.

Parabéns a todos os candidatos que participaram do processo, lembrando que em 2010 estaremos de volta com a quarta edição do Estagiário. Acompanhem toda a trajetória de Leandro dentro da Clic Interativa acessando o blog do estagiário.

Leandro, a gente te espera na segunda-feira as 08h00 aqui na agência ;-)

Um grande abraço de toda a equipe Clic Interativa.

O ESTAGIÁRIO FASE FINAL!

Postado em: 5º prova, Alice Monteiro, Leandro Santos da Silva, Provas, Saiu na mídia, Tales Victor Calegari por O Editor

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O ESTAGIÁRIO - FASE FINAL

Postado em: 5º prova, Alice Monteiro, Leandro Santos da Silva, Tales Victor Calegari por O Editor

Entramos na fase final do processo seletivo “O Estagiário 2009″.

1ª ETAPA DA FINAL: Cada candidato finalista deverá visitar a agência Clic Interativa, no dia 16/06/2009 (terça-feira) e gravar um vídeo de  1 minuto defendendo por que deve vencer o concurso.

2ª ETAPA DA FINAL: Os vídeos serão postados no hotsite www.oestagiario.com.br e disputarão audiência/votos dos visitantes até o final do mês de junho.

Serão testados o network e a capacidade de divulgação dos finalistas. O vencedor será eleito de maneira on-line pelos internautas. Baseado nos resultados da votação, conheceremos o grande vencedor de “O Estagiário 2009″.

O ESTAGIÁRIO - FASE 4 (RESULTADO)

Postado em: 4º prova, Provas, Resultados, Tales Victor Calegari por O Editor

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Eliminado nesta fase:
Ivan Costa - ISCA Faculdades

Esta estapa foi avaliada por Mariele Parronchi, Assessora de imprensa da Clic Interativa e jornalista responsável pela Revista Vida Universitária.

Ponto de Vista

Postado em: 4º prova, Alice Monteiro, Provas, Resultados por O Editor

Por Alice Monteiro

dulce
Atualmente nos deparamos com um mundo cada vez mais agitado e competitivo, onde é preciso sempre correr, pensar e agir.
Trabalho, Faculdade, família, diversão são alguns itens destacados na vida Universitária, mas esta fase o “O Universitário” chega para mostrar um outro lado, um outro ponto de vista, onde a energia gasta para prender a atenção desse jovem que vai em busca do que quer é intensa, e merece uma grande porcentagem do mérito, por isso está em uma fase tão importante do concurso da Clic Interativa.

Dulce Adorno, como é conhecida na faculdade, além de outros atributos profissionais é Professora de Semiótica da PUC-Campinas e respondeu as minhas perguntas sobre formação universitária, mercado de trabalho, os jovens atuais e alguns outros assuntos, em um papo super descontraído com direito a risadas, brincadeiras e até uma foto fazendo uma sátira como se eu fosse a professora e ela a aluna.

Alice Monteiro – Dulce, como a Sra. começou no mercado de trabalho?
Dulce Adorno –
Pode me chamar de Você. (risos)
Sou de uma geração em que a Universidade já te dava acesso ao mercado. Comecei como professora no 2º Ano da Universidade.
Também trabalhei na Nestlé por Dois anos no secretariado da direção, mas voltei as salas de aula, porque é disso que eu gosto.

Alice – Como você enxerga o mercado de trabalho atual?
Dulce –
É competitivo sem sombra de dúvida, é acirrado. Os jovem de hoje tem que estar muito mais preparado do que antigamente para poder concorrer e conseguir o seu espaço.

Alice – Quais são as características indispensáveis pra se ter esse espaço no mercado?
Dulce –
Precisa ter Formação.
Não só uma formação profissional, universitária, o que hoje em dia é item de série. É necessário ter formação como cidadão, saber conviver com o outro.
Existe um Universo de conhecimento, línguas, culturas e é preciso pensar grande hoje em dia, se você vai em busca de todo esse conhecimento chega muito mais longe.
A formação universitária é indispensável, mas não única. O jovem precisa ter a cabeça aberta.

Alice – Professora, os alunos te dão o retorno esperado?
Dulce –
Não todos, mas eu acredito que um número significativo entre 60 e 70% me retribuem. Mas existem grupos menores e muito interessados que procuram, pesquisam, tiram dúvidas e vão atrás, o que para mim não tem preço. Quando os jovens resolvem participar eles me surpreendem, fazem perguntas brilhantes, que eu sinceramente muitas vezes nem espero. (risos)

Alice – Dulce, qual pergunta você faria a um aluno?
Dulce –
Você não acha importante conhecer o passado, mas observar a realidade atentamente? (Nós aprendemos muito com a realidade.)

Alice – E qual a resposta que você gostaria de receber?
Dulce –
Gostaria que ele associasse, falasse que vai analisar e estudar o passado, e que entendesse que ele tem que saber do passado, cultivar a sua cultura, mas tem que se adequar a realidade atual, para que assim possa ser o sujeito da história.

Alice – Pra finalizarmos, o que não pode faltar na cabeça de uma pessoa?
Dulce –
Inteligência, Pensamento

Alice – E no coração?
Dulce –
A visão do outro.

Conversei com Dulce Adélia Adorno Silva, uma Dra. Em Educação, Sociedade e Cultura, Mestre em Teoria da Literatura e Literatura Comparada, Graduada em Pedagogia e Letras.
Uma Professora fantástica, com rios de ensinamentos teóricos e uma pessoa maravilhosa com mares de experiências e histórias pra contar.

O mercado de trabalho e o atual universitário.

Postado em: 4º prova, Leandro Santos da Silva, Provas, Resultados por O Editor

Por Leandro Santos da Silva

adriana

Em entrevista cedida para o blog O estagiário a professora e coordenadora Adriana Pessatte, explica o comportamento do mercado de trabalho para o atual universitário.

Adriana Pessatte Azzolino é formada em publicidade e propaganda pela ESPM-SP,
Ciências políticas e sociais pela fundação escola social e política da cidade de São Paulo, mestre em educação pela UNICAMP e doutora em comunicação pela ECA-USP.
Atualmente coordena os cursos de publicidade e propaganda junto com o curso de tecnologia em marketing na faculdade anhanguera da cidade de Limeira e professora do departamento de educação da Unesp - Rio Claro.

O Estagiário - Adriana, hoje a formação universitária garante o emprego desejado?
Adriana -
Não com certeza, apenas um curso universitário não garante um emprego.
Ficar satisfeito com a opção profissional é tão incerto quanto o futuro. De qualquer maneira, não dá para pensar em não buscar algum tipo de formação.

O Estagiário – Sabemos que como a sociedade muda rapidamente, assim acontece com o mercado de trabalho, na sua opinião quais as perspectivas futuras do mercado de trabalho?
Adriana –
A velocidade das mudanças vem afetando todas as esferas da vida. São transformações profundas que afetam o individuo e suas relações com o outro e com sua comunidade. Sendo assim é de se esperar que novas exigências profissionais deverão surgir impactando sobretudo o mercado e as profissões.

O Estagiário – Em sua opinião, há falta de profissionais competentes?
Adriana –
Profissional tem bastante, o que falta é comprometimento, investimento de informação continuada por parte do profissional e ética nas relações de trabalho.

Estagiário – Sendo professora, como você vê a relação entre professor e aluno?
Adriana –
O professor de hoje deve considerar sua posição como sendo a de um mediador.
O volume de informação que afeta tanto o aluno como o professor altera profundamente a relação de ensino e aprendizagem, portanto, esta relação deve ser acima de tudo de colaborador dentro de um processo de responsabilidades compartilhadas.

O Estagiário – Considerando o atual mercado de trabalho e a crise financeira que passamos, o aluno deve temer sua posição futura?
Adriana –
O futuro profissional, ou seja, o aluno de hoje, não deve temer esta crise, desde que se destaque , mostrando todo o seu potencial e ganhando seu espaço, lutar e conquistar devem estar no sangue de cada universitário deste pais.
A crise existe isto não podemos negar, mas existe um modo de vencê-la com força de vontade e novas estratégias de mercado e isso com certeza o universitário brasileiro tem de sobra.

O Estagiário – Para finalizar, em sua opinião qual a importância de um concurso como O Estagiário para o universitário.
Adriana –
Um concurso como este é de extrema importância para a vida do universitário. O estágio é a porta para uma carreira sólida, além da experiência o aluno consegue se encontrar no mercado e a competição gerada pelo concurso faz com que o universitário se prepare totalmente para a selva de pedras, o mercado precisa de competidores com entusiasmo e vontade de vencer, a iniciativa da clic interativa ajuda muito para que isso aconteça.

Quero parabenizar os idealizadores deste concurso e agradeço pela entrevista.

Jaime, o Brasileiro

Postado em: 4º prova, Ivan Costa, Provas por O Editor

Por Ivan Costa

”Eu me sinto muito mais amigo dos meus alunos, isso faz com que a gente tenha proximidade”.

”Eu me sinto muito mais amigo dos meus alunos, isso faz com que a gente tenha proximidade”.

“Eu confesso que não dou aula pelo dinheiro”.
Jaime Curcio, professor universitário há oito anos, em entrevista à “Vida Universitária”, fala sobre mercado de trabalho, formação universitária e a relação entre professores e alunos.
Brasileiro, como é chamado pelos estudantes, fora do trabalho já chegou a ser padrinho de casamento de alguns alunos.

1.    Vida Universitária - Como está o mercado de trabalho hoje com a crise? Seus alunos foram muito prejudicados?
Jaime Curcio - Não significa que não tenha crise, mas a sociedade está falando muito mais desta crise do que propriamente ela está acontecendo aqui. Alguns alunos eu percebi mais na parte de administração, na área de banco vários foram demitidos, mas em comunicação não.

2.    Vida Universitária - A contratação não efetiva, de estágio, vem crescendo ou foi brecada pela crise?
Jaime Curcio - Não só pela crise, mas existe agora uma nova legislação, que faz com que os benefícios do estagiário sejam maiores. Então, em contrapartida, o estágio acabava sendo mais compensador para quem estava contratando do que estagiando, principalmente na parte financeira, pagando menos impostos. Hoje, a nova legislação já obriga 13º salário, férias, ou seja, já meio que equipara a parte de contratação. Então é muito mais vantajoso para o empregador contratar funcionário do que estagiário.

3.    Vida Universitária - Até onde o professor é responsável pela formação do estudante?
Jaime Curcio - Ele é responsável em facilitar a informação para o estudante. Acho que a palavra facilitador cabe muito mais que a palavra professor.

4.    Vida Universitária - Como você definiria o jovem universitário?
Jaime Curcio -
Ele geralmente está à procura de algo. Hoje, o que chama para o curso universitário é o diploma, não é tanto o conhecimento. Devido à facilidade que se dá pela internet, existem hoje muitos autodidatas, porém eles vêm para a faculdade quando estão precisando de um certificado. Isso geralmente quando a pessoa já tem um cargo em uma empresa e ela exige essa qualificação. Ou até mesmo para concurso público, que tem uma diferença enorme de salário e de vagas quando não se tem uma faculdade.

5.    Vida Universitária - Como é sua relação com seus alunos?
Jaime Curcio -
Eu me sinto muito mais amigo dos meus alunos, isso faz com que a gente tenha proximidade, troco e-mail. Com essa facilidade de informação, eu tenho um blog, nele eu posto todas as minhas aulas, não todas, mas as principais. Eu registro as aulas por meio de fotos e mantenho esse contato com o aluno. Fora da sala de aula também. E as tecnologias ajudam muito isso, todas as faculdades já estão com um sistema de informação com e-mail de todos os alunos e acaba tendo um relacionamento mais de amigo do que propriamente de professor.

6.    Vida Universitária - Existem momentos de descontração entre você e seus alunos?
Jaime Curcio
– Sempre. Eu confesso que não dou aula pelo dinheiro, não é pelo financeiro, mas por prazer. Ou seja, é muito gostoso dar aula e fazer com que mude a cabeça dessas pessoas. Mude a vida dessa pessoa e você acaba sendo espelho para muitos deles. É muito gratificante.

7.    Vida Universitária - Você costuma encontrar os alunos fora da faculdade, tomar uma cerveja, sair juntos?
Jaime Curcio -
Tem até alguns alunos de quem sou padrinho de casamento. Vários que se casaram e me convidaram para padrinho sem dúvida nenhuma acabamos nos encontrando fora da faculdade.

Mercado de trabalho; formação universitária e relação entre professores e alunos.

Postado em: 4º prova, Provas, Resultados, Tales Victor Calegari por O Editor

Por Tales Victor Calegari

etulain

Nome: Carlos R. Etulain
Idade: 49 anos
Formação/ Universidade/ Ano: Graduação em Economia (Argentina, 1985)
Titulação: mestre em Economia (Unicamp/IE/1992) e dr. em Cs. Sociais (Unicamp/IFCH/2001)
Universidade na qual ministra aula: Unicamp/FCA
Cursos que assistem as aulas: Gestão de Empresas, Gestão de Comércio Internacional, Gestão de Agro-Negócio e Gestão de Políticas Públicas.

1.    Como funciona a relação professor/aluno dentro e fora da sala de aula?
A relação professor-aluno é um componente essencial do processo de ensino-aprendizagem, pois é a partir dela que se constrói o conhecimento. O professor traz a sua experiência pessoal e a sua carga intelectual que é estrategicamente organizada para desenvolver ao longo do período letivo, entretanto, estes conteúdos não são componente exclusivo da sala de aula.
Na prática do ensino acontecem vários eventos (aula dissertativa, debates, questões, problemas para resolver, exercícios, dentre outros aspectos principais), sendo que todos eles se produzem sobre a base da chamada relação professor-aluno. Por isso, em quanto são mobilizados estes eventos se oportunizam também comportamentos, gestos e ate conflitos que estão na base do ensino. Isto é, o professor ensina através dos gestos, das falas e das suas posições dando sinais de como são os profissionais que os alunos buscam ser.

2.    Acredita na relação entre professores e alunos como uma amizade linear, fora do contexto de aula?
A convivência entre professor e alunos no contexto do processo de ensino (dentro e fora da sala de aula) faz circular ações e pensamentos. É neste sentido que aluno e professor convivem, criando uma forma de existência em que se compartem as experiências e os problemas. Isto fica bem próximo do que conhecemos como “amizade”, sobretudo porque amizade indica o fato de compartir as formas de existência. Não como o gado que comparte a pasto sem sentimento de co-existência. Amizade é essa sensação de compartilhamento de falas, pensamentos e ações. Trata-se do registro da presença do “outro” como sujeito que permeia, com suas ações e pensamento, o pensamento e as ações dos demais. Amizade no plano do ensino se relaciona mais a uma dimensão política, pois implica na gestação social da identidade profissional que adquirirão os estudantes.

3.    Você percebe em seus alunos a devida maturidade em sala de aula?
A maturidade não é um fato dado, ela se desenvolve através do tempo mediante a convivência própria do contexto universitário. Por tanto, a maturidade dos alunos é uma conseqüência esperada do processo de ensino. É também um processo social no sentido de ser em boa medida provocada pelas interações dos alunos e pela vida acadêmica compartilhada.

4.    Qual a importância, nos dias atuais, que você dá a formação universitária?
A importância da formação universitária da perspectiva do professor representa o ponto de partida da consciência política. Neste sentido, o peso específico da universidade para a sociedade se situa muito alem do que o mercado requer, a formação universitária é, neste sentido, o resultado da participação em um espaço (a própria universidade) em que a sociedade pensa sobre si mesma.
Do ponto de vista do aluno, a busca da formação universitária representa a construção da sua identidade como pessoa e como profissional, o qual implica em incorporar conhecimentos que servem para o mundo do trabalho, mas também implica em incorporar valores e gestos que definem sua posição frente aos dilemas da sociedade atual.

5.    Na época em que era universitário, tal formação apresentava o mesmo valor perante a sociedade como nos tempos atuais?

Na media em que a universidade é produto de um movimento histórico da sociedade, certamente, em cada época as ações e níveis de consciência são diferentes. As experiências e os gestos nela produzidos são também diferentes. A universidade de hoje se debate com uma realidade específica. Vemos que os jovens que chegam ao ensino superior já receberam uma carga importante de traquejo com a tecnologia. Parece-me que os jovens de hoje são compelidos a sintetizar, a obviar leituras, a se concentrar apenas nos aspectos técnicos de toda profissão. A sociedade e a mídia criaram para os jovens de hoje a ilusão de que tudo é imediato, por tanto em nada se contribuiu com isto para defrontar problemas que são mais profundos. Porem  acredito que o processo de ensino pode defrontar esta realidade quebrando com suas reflexões esses preconceitos que reforçam o mundo imediatista do mercado.

6.    Você considera que seus alunos estão em vantagem para adentrar ao mercado de trabalho quando comparados com outros universitários? Por quê?
Em primeiro lugar, considero que no Brasil a situação da educação superior é extremamente restrita uma vez que são minoria os jovens que tem a oportunidade de cursar a universidade. Certamente, é na universidade aonde se aprende uma profissão moderna e por isso é evidente a exclusão social vinculada ao acesso ao ensino. Para quem tem a possibilidade de estudar um curso superior abre-se a possibilidade de formação científica e cultural e isto garante um futuro bem mais promissor se comparado com a situação daqueles que desde cedo são obrigados a trabalhar e excluídos do ensino.

7.    Como você avalia o mercado de trabalho atual?
É um mercado altamente competitivo. Cobra-se dos profissionais não apenas conhecimentos práticos, técnicos e o manejo dos artefatos tecnológicos. A demanda de profissionais hoje mostra interesse por uma formação mais abrangente e integral. Não basta saber utilizar instrumentos, é necessário adotar posturas que surgem da construção de uma identidade que envolve valores, atitudes, comportamentos, disposição para a ação. Isto é o que se faz na universidade.

8.    Qual sua opinião a respeito dos cursos tecnológicos de graduação em tempo reduzido (2 ou 3 anos), pode-se considerá-los iguais a uma formação universitária padrão?
Não são iguais, mas nem por isso são menos necessários. Cursos mais curtos tem finalidade diferente da formação tradicional da graduação. Entretanto, acontece que ainda não houve um esclarecimento sobre o papel do tecnólogo tanto dentro da universidade como no mundo das empresas, esta é uma limitação que deve ser enfrentada hoje e que provavelmente sofrerá alterações no futuro próximo.

9.    Qual o impacto, em sua opinião, da crise no mercado de trabalho?
Os períodos de crise são também períodos de transformação e por isso de renovação. Assustam porque criam incerteza. Isto é, aquela base de pensamento que estava implícita em todos nós e que nos fez, durante muito tempo, acreditar que a cada dia se daria continuidade a um mundo pautado pelas normas e hábitos do passado recente, se desintegrou. Temos que encontrar novas bases para definir nossas expectativas e nossa confiança nas instituições do mundo moderno. No que tange ao mercado de trabalho, a maioria das expectativas típicas do século XX se esvaeceram: segurança dos contratos, garantia de emprego, dentre os principais. Ao mesmo tempo vemos que grandes capitais, instalações modernas, equipamentos e recursos produtivos perderam valor com a rapidez em que se desdobrou a atual crise econômica. A tecnologia seguiu um itinerário de permanente exclusão do trabalhador. Paradoxalmente, o único valor que restou para as empresas, no meio dessa crise, é o componente humano. Por tanto, acredito ainda que é o trabalho humano que nos salvará da crise. O mercado, por seu lado, se apropria do discurso da crise para justificar os cortes de pessoal e de salário. Penso que o mercado é uma força cega e por isso brutal, mas que só encontrará saída quando a sociedade perceba a importância que há séculos tem o trabalho humano.

10.    Em sua opinião, qual a “profissão do futuro”? Aposta em alguma área específica? Por quê?
Muitas profissões tradicionais ainda serão profissões do futuro. Do lado disto, surgem novas áreas de atuação profissional. A ciência também cria novas interfases do conhecimento, o qual está na base da geração de novas profissões na universidade atual. Não aposto, mas tenho certeza que a incorporação de conhecimentos com base teórica sólida e com leituras densas são peça fundamental para que uma formação profissional seja bem sucedida. Por isso, insisto em que é estratégico para o ensino universitário desmistificar a idéia - falsa e moderna - que se instalou na cabeça dos jovens através da mídia e do mercado de buscar formas de conhecimento imediatistas e fragmentadas.

11.    O que diria a um pré universitário que apresenta dúvidas sobre estudar ou não na universidade onde ministra aula?
A dúvida importante não é a de estudar na universidade. A universidade  deveria ser um fato inevitável na vida dos jovens. A universidade junto com o ensino da ciência traz a convivência e o compartilhamento de experiências que constroem a identidade profissional. O que deve estar sujeito a dúvida e o saber que trazemos de fora, o que se deve ter é uma posição de sujeição à crítica, pois isto contribui com a aprendizagem e a formação, por tanto, ajuda a espantar a idéias concebidas banalmente pelo mundo do mercado.

12.    Você considera uma boa idéia, visto as condições de mercado atuais, um universitário se graduar em sua área seguindo sua formação?
Sim. Trabalho no ensino de economia para cursos de Gestão, de modo que considero que, nesta formação, há uma aliança entre o ensino de instrumentos necessários para tornar a gestão um ofício (uma prática), e o conhecimento científico que se alcança mediante leituras de densidade que causam considerável impacto no pensamento e na construção da identidade dos profissionais que formamos.

O ESTAGIÁRIO - FASE 4

Postado em: 4º prova, Provas por O Editor

PROVA: Fotografar e entrevistar um(a) professor(a) da faculdade onde estuda, fazendo no mínimo 5 perguntas sobre como ele(a) vê atualmente o mercado de trabalho, a formação universitária e a relação entre professores e alunos.

A foto digital deve ter resolução mínima de 3 megapixels. É proibido o uso de montagens ou efeitos no Photoshop ou qualquer outro programa de manipulação de imagens.

PRAZO DE ENVIO: 07/06/2009 (domingo)

Os textos devem ser enviados para falai@oestagiario.com.br

As entrevistas e fotos serão postadas no hotsite www.oestagiario.com.br e avaliadas por Mariele Parronchi. Os comentários da jurada serão postados juntos de cada entrevista, especificando os pontos fortes e fracos de cada competidor.

Nesta etapa será eliminado 1 candidato.

A entrevista vencedora será publicada no Portal e na Revista Vida Universitária.

NÃO SERÃO ACEITAS ENTREVISTAS APÓS A DATA LIMITE DE ENTREGA.
O participante que não enviar a sua será automaticamente eliminado da competição.

A divulgação da entrevista vencedora será no dia 10/06/2009 e também os detalhes para a próxima fase do processo para os demais participantes.

MARIELE PARRONCHI
Jornalista, pós-graduada em Jornalismo Contemporâneo. Atua como professora de inglês e trabalha na área de Comunicação há 8 anos. Assessora de imprensa da Clic Interativa e jornalista responsável pela Revista Vida Universitária.

O ESTAGIÁRIO - FASE 3 (RESULTADO)

Postado em: 3º prova, Alice Monteiro, Provas, Resultados por O Editor

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Eliminada nesta fase:
Flavia Dariane Rodrigues Cirino - Faculdade Anhanguera de Limeira

Esta estapa foi avaliada por Victor Corte Real, Mídia e Diretor de Projetos da Clic Interativa.